Segunda-feira, 06/09/2010  
 
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  Artigo - Adilson Barros
O combate à homofobia precisa avançar   Versão para Impressão  Enviar por e-mail 

Falar em homossexualidade nos tempos de hoje incomoda muita gente. Mesmo numa sociedade que avança a passos longos em diversos aspectos, ainda temos muito para lutar conscientizar a sociedade da importância da comunidade LGBT.

Através da luta  e de debates incessantes, conseguimos abrir um espaço para a nossa luta, tão relevante quanto as lutas de outros setores oprimidos , como as mulheres e o negros, principalmente no mundo do trabalho.

Diz Goethe: “A homossexualidade  é tão antiga quanto a humanidade”. Esse pensamento reflete a importância de derrubar práticas de homofobia tão marcante, que contribui muito para que homens e mulheres fiquem “dentro do armário”. Vejamos: em algumas sociedades antigas as relações entre homens e entre mulheres eram comuns. Portanto não se deve aceitar, dentro desse ponto de vista, a recusa pelo diferente: a orientação sexual.

Hoje, já se tem outra forma de olhar os homossexuais. Deixamos de ser doença dentro da patologia desde a década de 70, do século XX. Consideramos  um avanço, mesmo dentro de uma sociedade ainda conservadora e machista ao extremo em pleno Século XXI.

A igreja Cristã contribui muito para esse tipo de situação, nos seus  discursos, falam de dogmas religiosos, casamentos e procriação,concepção de pecado, em nome da moral e dos bons costumes. Tanto que, há pouco tempo fizeram uma campanha na Internet para que o projeto de  lei que propõe a criminalização da homofobia não seja aprovado. Mas a luta vai começar agora.

Esse tabu precisa ser quebrado. Precisamos de leis que nos protejam, e também de políticas publicas para a defesa da comunidade LGBT, que produz de forma igual assim como todos os trabalhadores e trabalhadoras desse país.

A Lei (PLC-122/2006) considera crime o preconceito e a discriminação contra o comportamento homoafetivo. Será uma forma de amenizar o problema, apesar de considerarmos que não soluciona de imediato a homofobia. Mas nos deixa tranqüilo para seguir a vida, e continuar fazendo o debate de tanta relevância na nossa sociedade. Essa Lei precisa urgente ser aprovada.

De acordo com a Senadora Fátima  Cleide (PT-RO), que é relatora da matéria na Comissão de Direitos Humanos do Senado, explicou que a PLC 122, “não se dispõe a cercear o direito de expressão de ninguém, mas sim corrigir um erro histórico, que não se sustenta mais em pleno século XXI.”

É preciso punir o comportamento homofóbico. Não dá mais pra tolerar manifestações intencionais de humilhação, ofensas verbais e físicas e até assassinatos. No Brasil, segundo estatísticas, a cada dois dias uma pessoa é assassinada pelo fato de ser homossexual.

Precisamos avançar ainda mais, principalmente no mundo do trabalho. Ainda ocorre demissões e assédio moral pelo fato de ser homossexual. Algumas categorias já discutem o tema nas suas negociações coletivas, e já conquistam, em seus contratos coletivos, direitos aos homoafetivos (plano de saúde, etc,). É um avanço considerável, mas necessitamos, acima de tudo, de igualdade de oportunidades, dignidade e respeito.

Viva a diversidade!! Diga não a homofobia!!

Adilson Barros é membro do Coletivo LGBT da CUT-RJ


 

Publicação da CSD - CUT Socialista e Democrática
csd@csd.org.br

 
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